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  • Cristina Mansilha

A dificuldade de ser diferente

Atualizado: Jan 21



Quando falamos, temos um filho diferente, do que estamos a falar?


A diferença pode ser visível ou invisível.

A diferença pode evoluir lentamente ou em processo rápido.

A diferença é criticada por alguns e engradecida por Outros

A diferença é ignorada/negligenciada por alguns e amada por Outros


Afinal o que é ser diferente?


Somos todos diferentes. Cada pessoa é um ser único no mundo, com uma história de vida própria somente por ela experimentada. Ninguém pode sentir o que a outra pessoa sente, da mesma forma que esta sente. A nossa alegria é só nossa, e a nossa dor e tristeza também são só nossas. A Psicologia tem demonstrado que a aceitação do nosso eu, na construção do nosso self, do aumento da nossa autoestima, da aceitação da nossa autoimagem e no fortalecimento dos valores e princípios que nos foram ensinados, que vamos desenvolvendo o sentido da nossa vida como um ser único amado pelos outros, que ama e vive com os outros . Citando Aristóteles “Devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida da sua desigualdade". O ser humano tem de respeitar a diferença e tratar a mesma de forma desigual, assim irá contribuir para a felicidade de cada pessoa.


O que é ser diferente? O ser humano tem dificuldade em lidar com as diferenças dos outros e em aceitá-las ,sejam elas visíveis ou não. Mas será que a diferença tem de ser somente vista pelo lado negativo? Quantas vezes não gostaríamos de ser diferentes...de nos distinguirmos por este ou por aquele motivo. Ao respeitarmos a diversidade vamos na direção de garantir uma sociedade mais justa no futuro.


A diferença está intimamente ligada à educação inclusiva. Ao falarmos de inclusão, falamos de uma inovação, de uma sociedade heterogênea e que permite que apareçam as diferenças. A inclusão surge quando existe uma mudança na forma de tratar e de educar as pessoas, respeitando-lhes as diferenças e a nossa singularidade como indivíduos de uma mesma espécie. No entanto é necessário deixar claro que a inclusão não remete à globalização. A diversidade humana está a ser cada vez mais reconhecida e considerada como uma condição para a implementação de avançados projetos sociais e educacional, é nessas e noutras ocasiões idênticas que entendemos o peso e a importância da diversidade como meio pelo qual aprendemos mais sobre nós e sobre os outros. A intenção de incluir todos os alunos nas escolas comuns implica que reconheçamos as diferenças e a multiplicidade dos saberes e das condições sobre as quais o conhecimento é aplicado.


A Educação é um direito de Todos e assegurá-lo é, necessariamente, dar as boas-vindas aos alunos, sem questionar a possibilidade de um ou de outro de frequentá-la e de tirar proveito do que nela se ensina. O movimento inclusivo nas escolas surgiu nos anos 90 e recomenda a inserção incondicional de todos os alunos, como princípio fundamental do atendimento educacional. Para que as escolas sejam realmente inclusivas, ou seja, abertas às diferenças, há que modificar o modo de pensar e de fazer Educação nas salas de aula, as propostas educacionais inclusivas rompem com as práticas escolares vigentes e apontam para a necessidade do processo ensino-aprendizagem ser dotado de riqueza da subjetividade, nas diferenças e no dinamismo das transformações que ocorrem na vida, dentro e fora das escolas.


Existe uma incompreensão pelo outro, pelo diferente, muitas vezes “ferimos e magoamos” os que estão ao nosso redor. Colocamos expectativas nas pessoas e frustramos quando elas não agem segundo os nossos desejos, não compreendemos a maneira de amar o outro, não paramos para pensar que o outro pode ter o mesmo sentimento e a mesma deceção, porque também se sente incompreendido e não amado como gostaria de ser, pois cada um de nós tem a sua forma de demonstrar e sentir amor e somos egoístas demais para nos importarmos com isso, olhamos somente para o que nos interessa a nós.


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